
A persuasão é um recurso muito utilizado pelos candidatos, os quais recorrem a situações que demonstrem que eles se importam com as dificuldades encontradas pelo povo ou, ainda, ao utilizarem termos que os tornem próximos e familiares aos ouvintes do discurso.
Para exemplificar, achamos que o discurso de Obama no momento de sua posse como presidente dos EUA possibilita a percepção do tema tratado:
“Hoje eu lhes digo que os desafios diante de nós são reais. São sérios e são muitos. Eles não serão superados facilmente ou num curto período de tempo. Mas saiba disso, América: eles serão superados. Neste dia nós nos unimos porque escolhemos a esperança e não o medo, a unidade de objetivo, e não o conflito e a discórdia. Neste dia viemos proclamar o fim de nossos choramingos e falsas promessas, as recriminações e os dogmas desgastados, que por tempo demais estrangularam nossa política.”
No discurso político a persuasão possui forte presença, usando três movimentos básicos: - divulgação: quem são, de onde vieram, o que pretendem colocar em prática; - adesão: adesão e manutenção de adeptos e bases de apoio, construindo dispositivos de - convencimento e persuasão afim de garantir votos junto ao eleitorado; justificativa/explicações: para manter os adeptos vai depender da capacidade deles explicarem e justificarem suas ações com constância.